Cadê a sua mala? Sobre respeitar nosso caminho e o do outro

Na segunda-feira postei um vídeo no YouTube com esse mesmo título: Cadê a sua mala? Sobre respeitar nosso caminho e o do outro (você pode assistir mais abaixo). 

  

No vídeo compartilho com você sobre essa “filosofia” que muito me ajudou. Talvez você seja como eu e também queira genuinamente ajudar as pessoas e faça sempre o que estiver ao seu alcance para aliviar a dor dos outros. Talvez, por outro lado, você faça isso para encontrar aprovação ou para sentir que tem algum tipo de poder e controle. Talvez você já tenha se sentido desgastada ou sem energia por ser assim. Talvez você tenha se sentido desvalorizada, e talvez você já tenha atrapalhado a jornada do outro, por ter impedido essa outra pessoa de crescer frente aos desafios que estavam destinados ao caminho dela. 

 


Eu sempre fui aquela para quem as pessoas vinham pedir conselho. Frequentemente eram conselhos sobre coisas que eu nunca tinha vivido mas, por alguma razão, essas pessoas acreditavam que o que eu tinha a dizer sobre aquilo tinha algum valor. Muitas vezes as pessoas apenas precisavam de alguém que as escutasse sem julgar, e hoje eu reconheço e fico feliz por muitas vezes ter sido esse ouvido. Mas eu tinha uma característica: cada vez que alguém vinha contar seus problemas para mim, eu ia embora sentindo que precisava arrumar uma solução. E aquele problema povoava minha cabeça dia e noite, no banho, assistindo à TV, eu queria arrumar uma solução para aquela pessoa, uma solução que resolvesse seu problema e aliviasse sua dor.

 


Acontece que, não raras vezes, quando eu reencontrava aquela pessoa com uma solução incrível que havia sido desenvolvida após muitas horas de reflexão, uma solução para o problema dela... bem, muitas vezes a pessoa nem lembrava mais daquele problema. Outras vezes a pessoa apenas rebatia com motivos pelos quais a solução não funcionaria, ou simplesmente arrumavam problemas cada vez maiores.

 


Sim. E essa constatação aos poucos foi me ensinando que as pessoas nem sempre estão procurando uma solução e, mais ainda, que o problema cabeludo nem sempre é cabeludo assim. Eu caí na real sobre isso e comecei a observar e a pensar muito nisso. 

 


Foram décadas para que pudesse aprender a respeitar a mala do outro e – mais ainda – a minha mala. E isso foi maravilhoso, porque foi mais um dos aprendizados que me permitiram me preparar para o meu modo de servir hoje em dia, modo que me permite utilizar meus dons para ajudar o outro a, não apenas arrumar uma solução para os seus problemas, mas a transformar o que lhe causou o problema em primeiro lugar. E se eu vivesse carregando as malas alheias, como poderia realizar esse trabalho? Como poderia ajudar o outro a crescer na sua divindade, na sua força e na sua luz? Como eu poderia me dedicar ao meu próprio crescimento na minha divindade, força e luz? 

 


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Bem, o fato é que encontrei o texto que menciono no início do vídeo, o texto que recebi no email há 6 anos e que me muito me ajudou e ajuda a pensar nas relações. Texto este, que me ajudou a respeitar e reverenciar, não apenas a minha oportunidade de carregar e resolver minha mala, mas o direito do outro de carregar e resolver a mala dele (mesmo que ele não queira).

 


Aqui vai o texto:

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição? Ou quando
alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias,
perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha, e
muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para
tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida
diretamente?


Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então,
você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho
e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a
sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá,
num canto qualquer da estação.
Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de
carregar, fica lá jogada na estação!


Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios.
A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da
carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à
nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.
Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento
não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que
recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é
porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.


Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a
cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à
beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser
sacralizado.
É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.
Quanto ela pesa?


Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação,
controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa
energia vital.
E o medo? O que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas
vezes só existe dentro da nossa cabeça?


Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que
preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe.
e a nossa mala fica na estação.
O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua? Ótimo,
então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que
não interessa e caminhar mais leve.


Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias,
chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados.
Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que
a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento
você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a
própria mala.


A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os
relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para
a cumplicidade e o afeto.


Onde está a sua mala?

 

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